A próxima semana será marcada pelas decisões de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos (EUA), além das eleições que definirão se o próximo presidente dos EUA será Kamala Harris ou Donald Trump. Dentre as principais divulgações, a agenda doméstica também será marcada por dados de inflação, com apresentação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Na segunda, será apresentado o último Relatório Focus, consolidando as projeções do mercado para inflação, PIB e taxa Selic, antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). A partir dessa segunda, a B3 (B3SA3) amplia horário de funcionamento. O horário de negociação no mercado à vista e fracionário passa a terminar às 17h55. Atualmente, eles fecham às 17h. A alteração, com base no horário de verão dos EUA, passa a valer a partir de 4 de novembro. Já sobre o Copom, a equipe econômica da XP acredita que o fluxo de dados desde a última reunião foi mais preocupante em relação à inflação. “Assim, o Copom deve acelerar o ritmo de alta de juros para 0,50 p.p.”, comenta. A visão do Itaú é que o cenário ainda desafiador pode fazer com que autoridades considerem apropriado aumentar o ritmo dos aumentos da Selic. “Nesse contexto, é provável que também mantenham a avaliação de um balanço de riscos assimétrico para cima”, afirma o time. A expectativa dos economistas do banco é que a autarquia mantenha suas opções em aberto sobre eventuais ajustes futuros e magnitude total do ciclo. Na quinta-feira, o destaque será a Pesquisa Industrial Mensal – Regional do IBGE, que apresenta o desempenho da indústria em diferentes estados, proporcionando uma análise detalhada da produção industrial. O Tesouro Nacional também divulgará o resultado primário do Governo Central referente a setembro, essencial para avaliar o estado das contas públicas. A semana encerra na sexta-feira, 8 de novembro, com a publicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro, o principal indicador de inflação no país. “Nossa estimativa preliminar aponta para um aumento de 0,59% mês a mês, pressionada por proteínas e serviços subjacentes (refletindo a reversão nos descontos de ingressos de cinema e preços de seguros de veículos). Isso levará a taxa anual para 4,8%, em comparação com 4,4% em setembro”, segundo o Itaú. Juros nos EUA, dados da ChinaNos Estados Unidos, o destaque econômico da semana será a decisão do Federal Open Market Comittee, do Federal Reserve. As apostas indicam que o ajuste esperado é de 0,25 pontos-base, para o intervalo de 450-475. A decisão será apresentada na quinta-feira, 7 de novembro. A semana encerra com o Índice de Confiança da Universidade de Michigan de novembro, na sexta-feira, 8 de novembro. Este índice é amplamente acompanhado por oferecer uma visão antecipada do sentimento do consumidor, crucial para prever o consumo futuro e o estado da economia americana. Na Europa, a Zona do Euro publicará na quarta-feira, 6 de novembro, os dados finais do Índice PMI composto de outubro e o Índice de Preços ao Produtor de setembro, que ajudam a compreender as pressões inflacionárias e o estado da economia europeia. Na quinta-feira, 7 de novembro, o Banco da Inglaterra anunciará sua decisão de política monetária, em um momento crítico de incertezas econômicas para o Reino Unido. As vendas no varejo da Zona do Euro de setembro também serão publicadas, completando a análise do consumo no continente. Na Ásia, a China terá uma semana cheia com dados relevantes. Na quarta-feira, 6 de novembro, o Índice Caixin será publicado, trazendo dados de atividade do setor privado. Na quinta-feira, a balança comercial de outubro será divulgada, revelando o saldo das exportações e importações chinesas, de grande impacto no comércio global. A semana se encerra com a divulgação dos índices de preços ao produtor e ao consumidor em outubro, na sexta-feira, 8 de novembro. Confira a agenda completa:
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