Os indicadores de confiança do consumidor nos Estados Unidos tiveram sensível melhora em junho, tanto na comparação com o mês anterior como em relação a junho do ano passado. Segundo dados da Universidade de Michigan divulgados nesta sexta-feira (30) o índice de sentimento do consumidor nos EUA teve avanço de 8,8% entre maio e junho, passando de 59,2 para 64,4. O dado ficou 28,8% acima do verificado em junho de 2022, quando estava em 50,0.
O consenso Refinitiv esperava um índice um pouco mais baixo, de 63,9 em junho.
O indicador das condições atuais subiu 6,3% no mês, de 64,9 para 69,0, enquanto o índice de expectativas cresceu 11%, de 55,4 em maio para 61,5 em junho.
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Segundo a Universidade de Michigan, o aumento no mês reflete um otimismo após a resolução da crise do teto da dívida no início do mês, juntamente com sentimentos mais positivos sobre a inflação mais branda.
No entanto, as opiniões sobre sua própria situação financeira pessoal permaneceram inalteradas, pois os preços altos e as despesas persistentes continuaram a pesar sobre os consumidores.
As expectativas de inflação para o prazo de 12 meses recuaram pelo segundo mês consecutivo, caindo para 3,3% em junho, ante 4,2% em maio. A leitura atual é a mais baixa desde março de 2021.
As expectativas de inflação de longo prazo (5 anos), no entanto, pouco mudaram em relação a maio, chegando a 3,0% em junho. Com isso, permanece na faixa de entre 2,9% e 3,1% em 22 dos últimos 23 meses. Nos dois anos anteriores à pandemia de covid-19, a faixa era de 2,2% a 2,6%.