A Vibra Energia (VBBR3) informou que a União Federal ingressou com ação judicial rescisória contra decisão judicial anterior que reconheceu o direito da distribuidora de combustíveis a créditos tributários de PIS/COFINS, no valor aproximado de R$ 4 bilhões. Às 12h05 (horário de Brasília) desta segunda-feira (6), a ação da companhia subia 0,91%, a R$ 17,76. Em setembro, a companhia havia informado ao mercado que havia conseguido decisão definitiva do TRF-2 que na época rejeitou recursos da União a tribunais superiores, o que gerou “certificação de trânsito em julgado”. A XP Investimentos avalia que esse evento foi inesperado e que pode pesar negativamente sobre as ações no pregão de hoje. Também é possível que o mercado faça uma leitura negativa para Ultra (UGPA3), Cosan (CSAN3) e Raízen (RAIZ4). Para JPMorgan, a exclusão desses créditos tributários reduziria em 10% o valor justo da Vibra. Embora também espere uma reação marginalmente negativa devido ao risco, o banco americano manteve recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 32, uma vez que a Vibra negocia atualmente a 5,1 vezes Valor da Firma (EV)/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações). O Bradesco BBI, por sua vez, comenta que a defesa da Vibra parece ter fortes fundamentos legais, dado que a empresa já teve seus créditos reconhecidos pelo TRF (na 2ª instância judicial). Além disso, o BBI disse esperar que liminares semelhantes sejam movidas pela União Federal contra outras empresas de distribuição de combustíveis, como Raízen e Ipiranga. |
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